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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Completa

Olhei para seus olhos e ví um oásis.
Na sua pele seca de deserto, um cheiro de carinho.
No seu cabelo, os bichos que não conhecemos: um camelo e uma cabra.
Não há espaço para bichos do mar ou um caramujo, mas há espaço pra fazer do nada uma diversão.

Seu pensamento é areia, sua casa é tecido e tem nome Jaima!
Construídas sobre dunas flutuantes que viajam no tempo...
Um tempo remoto não conhecemos da televisão.

Andam por aí procurando o que já têm!
Encontram tudo que talvez não precisam, mas levam, fazem questão de levar.
O ontem não se fará amanhã, o amanhã não será igual ao ontem.

Na bagagem vai Adidas e Havaianas.
Meu doutorado é mais intenso que academia.

Ela está no meu coração, no meu ventre, tive vontade de chamá-la de minha filha!

Uma oração de quem não sabe rezar

Ao Sr. Universo,

Que possamos trocar os mísseis por arminhas de água na beira da piscina,
Que não tenhamos olhos pra ver diferenças que nos separam, mas sim diferenças que nos completam,
Que saibamos mais ouvir que falar,
Que saibamos mais olhar que gritar,
Que tenhamos paciência de ver a semente ser fecundada e esperarmos a hora justa da colheita,
Que aprendamos a competir apenas com nossa vaidade e preconceito,
Que as próximas gerações vejam apenas guerras de travesseiros,
Que saibamos envelhecer criança, que a inocência permaneça um pouco,
Que a razão nos falte quando chegar a chuva (que todo banho de chuva seja especial),
Que possamos parar só pra ver uma formiga carregando uma folha verde.

( E sim, sou piegas!)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Choveu!!!

Pode não parecer nada pra gente, mas pros meninos do deserto é tudo de novo:
E hoje CHOVEU!!
Era a primeira vez que Mohamed, 7 anos, via a chuva, água caindo do céu, como um milagre.

Aziza não se aguentou pulou no meu cólo, saímos na rua, pra deixar lavar, que a gente precisa de banho às vezes, principalmente banho de felicidade.
Que felicidade aquilo.

Voltando pra casa Jalifa deixou a janela do carro aberto, mãos pra fora e cantava, cantou a viagem toda sentindo as gotas caírem na sua mão!!

Isso foi fantástico!!!

domingo, 17 de julho de 2011

Mãe de 9

É como brincar de casinha, por 2 meses: leva no clube, leva no banheiro, leva no médico, no dentista, brinca um tanto, joga futebol, tudo sem entender uma palavra.
É como voltar a ser criança, brincar de novo e nenhum adulto entender o que você fala, mas te olham e acham engraçado.

A diferença é que agora quem acha engraçado são as crianças.

Ontem, a presidenta da Associação Jaima Saharaui disse que eu era muito ativa. Vai saber, salvem os Erês que nos salvam.

Salve Yansã, a mãe de 9!!

PS: estou vendo com novos olhos os muçulmanos, com muito carinho, com muito respeito pelas pausas que fazemos para as suas orações.



Pensando...



Muitas pessoas me perguntaram porque estou aqui, se no Brasil precisam de pessoas que ajudem as crianças, afinal há tantos problemas no Brasil!!

Eu não consigo deixar de citar o André Abujamra: “O mundo de dentro da gente é maior que o mundo de fora da gente. O mundo de dentro da gente é um espaço sideral!”

Enquanto pensarmos somente em “Meu pais”, meu território, meu lugar privado, estaremos dando vazão a pensamentos fartos como esse da construção de um muro.

Mas, o pior muro é ainda aquele que não se mostra. Quando prevalece a distância, o desconhecimento, quando o outro é uma ameaça e é assim o tempo todo, a forma como o capitalismo se colocou, no micro ou no macro, temos medo de assalto, temos medo do que será feito do nosso petróleo, temos medo de não termos identidade, identidade privada, não a identidade coletiva de que somos viventes do mundo, do planeta Terra, mas isso não basta, é preciso possuir, é preciso ter. É preciso consumir.
Consumismo a nós mesmos, nosso próprio ventre aberto, de onde perdemos a memória de quem somos.

Eu não tenho nada que possa mudar a vida dessas pessoas, não sou influente, não tenho grana, não tenho nada além da vontade de fazer um teatro nas margens, nas Front(eiras). 

Escrevo isso, não para parecer arrogante, ou me fazer de intelectualóide, mas a liberdade dessas crianças, a criatividade e a sabedoria me ensinam muito mais do que eu a elas.
Não vim ajudar ninguém, vim me buscar na verdade.
Quem sabe um dia eu me encontro.

Depois do André, agora deixo um pouco do meu poeta preferido, pra terminar essa postagem, Manoel de Barros:




O apanhador de desperdícios
Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios

Dentista

Como fazer-se entender por uma menina saharaui, que aquilo que estava a sua frente era um elevador?

A porta fechou, ela completamente assustada, olhos regalados, a porta abriu, era outro andar, Aziza me acenava que não, que aquela não era o lugar que ela estava antes, o que era aquilo? 

O que se passa na cabeça dela? Como explicar o que era?? Uma máquina do tempo?

Fazemos desenhos? Mostro a janela?????

Ela pede a mãe, o que eu faço? mostro uma boneca que estava na sala de espera da dentista. 
Faço nada.
Coisa que só se aprende com uma criança: "A tristeza e o medo duram o tempo de uma distração"



Coisas que acontecem a distância

Tenho uma aula incrível com os Saharauis de democracia, de amor e respeito ao próximo, que nunca havia visto!! Quando não se tem nada, tudo é criativo e tudo se refaz.

A experiencia é inexplicável.

Estou na mesma casa que o Deid, um militar da Frente Polisário e educador aqui. Ele é carinhoso com as crianças ao mesmo tempo que sabe colocar limites sem dar um grito, uma serenidade incrivel!! Eles não bebem nada alcoolico e nem fumam, somente chá, o tempo todo.

Deid me explicou: "Depois da invasão Marroquina, toda sua família fugiu para a Argélia, que deu pra eles um território, vizinho a Tindoulf, para que pudessem se abrigar. Construíram dentro do Exílio, mesmo que nas tendas, todas as cidades importantes que haviam em seu país, agora um território ocupado pelo Marrocos: El Aiun, 27 Febrero, Auserd, Smara, Dasla, uma forma de manterem sua nacionalidade mesmo que no exílio."

O muro, completamente minado impede que eles retornem à sua terra natal. A cada 2 km do muro existe uma guarita militar marroquina fortemente armada. 

Tudo isso por que em Buskraa, existe uma grande reserva de fosfato.
 


Marroquinos e os Saharauis na Itália:
Reggio Emilia: fizémos um pic nic no parque e enquanto o Lucha fazia um chá, um homem bêbado, com um vinho na mão se aproximou e começou  a insultá-lo,com gestos brutos, como se tivesse uma arma na mão, nós tivemos que pegar as coisas e sair. 

Viagem  à Bologna: seguimos para uma recepção do governo com as crianças, eu era responsável por levar 3 meninos comigo de 7 e 8 anos, entramos no trem e junto entraram 2 homens, marroquinos e começaram a falar coisas em árabe pros meninos, algo como eu cuspo em vcs, precisei mudar do vagão com as crianças. Nessa hora, os olhinhos do Edmud era tão singelo e ao mesmo tempo tão tenso que eu quase tive um treco, vontade de meter a mão no cara, mas uma coisa os adultos saharauis me ensinam, serenidade para resolver, não podemos fazer nada aqui, somos o que somos.

sábado, 16 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Chá Saharaui

O primeiro chá é amargo como a vida,
O segundo chá é doce como o amor,
O terceiro chá é suave como a morte!
(Ritual do chá Saharaui no Centro Polesano, Badia Polesine, depois do Exilius)



sábado, 9 de julho de 2011

No festival dei popoli

Exílius, hoje, 09 de julho de 2011, sábado, às 21h15:



Festival Dei Popoli " La Chimica de la parole", no Centro de Documentazione Polesano.


Paura

Sim, medo, aceito acima de tudo que tenho medo.
Paura do desconhecido.
Paura da solidão.

Cuidado com o que se quer viver, a gente nunca tem certeza se damos conta de tudo aquilo que desejamos.

Ganhei um colar de presente, simplesmente colocado no meu pescoço, sem nenhum olá, aperto de mão, cumprimento, no mais perfeito silêncio desordenado. Aceitei. No mesmo instante: medo! Quem um dia explicará o medo?

Especialmente, vivendo numa perfeita Babel: 3 línguas (árabe, italiano e português), 3 religiões (muçulmano, católico e umbandista sem vergonha - como me denomino, já que creio, mas sou tão pouco praticante), 3 costumes tão diferentes que não sei como encontraremos a forma de nos conhecermos, de aprendermos como trabalhar juntos.

Sentir-se estrangeira é algo diverso no coração, por um lado, estou aqui por que escolhi e é bom ser uma pessoa sem antecedentes, sem idéias prévias sobre nada, mas por outro lado cansa um tanto, nos faz mais atentas sobre todos os movimentos, os sentido são alterados. Constante estado "pantera".

Afinal, o que pátria? Aonde está nossa pátria? Quem pode dizer a qual lugar pertencemos, senão nós mesmos? 

No fundo o único lugar que podemos habitar é o nosso próprio corpo, que às vezes deixamos um outro corpo visitar, mas é o único lugar aonde o pensamento é livre, ou ao menos deveria ser.

Em casa não falamos em liberdade, mas, quando se é estrangeiro se pensa em liberdade, em livre acesso.

Os kms extras trazem saudades mesmo antes das horas extras passadas longe de sua terra. Aqui sou tão brasileira, tão mais crente, tão mais umbandista que quando estou no Brasil. 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Primeira mostra Exilius

No domingo dia 26 de junho fizemos uma primeira mostra do espetáculo!! Quentinho, saindo do forno e com a presença de pessoas queridas para assistir, analisar e criticar, tudo pra nós ajudar a encontrar o melhor caminho dessa comunicação em Front(eiras).

Não é possível esquecer de agradecer à Alice Possani (parceira mais nova e linda!), o Grupo Matula Teatro (por emprestar a Alice!), a Boa Companhia (emprestando a sala para ensaios e apresentação, e me deixando dividir o trabalho de produtora com o Exílius - rs), o Fabio Rizza (pelo apoio no cotidiano nem sempre tão simples), o Norberto Presta (provocador até o último instante!), o Mano Chester (dando o maior apoio na arte gráfica!), a Juliana Pfeifer (que não deixa a peteca cair!), a Berro d' agua (por ter me feito permanecer em Campinas), ao Momô (pelo corre na luz, nos 45 do segundo tempo), pois somente com o apoio deles foi possível que o espetáculo saísse do papel, do desejo e pudesse ser colocado em prática.

Claro, houve a surpreendente apariação, depois de algum tempo da fotografa Lígia Brosch, que se interessou pelo trabalho e veio fazer parte da ficha técnica.

Agora estamos de malas prontas: Ninguém e eu rumo ao velho mundo!!! Prestes a encontrar muitas gentes e muitas histórias!!

E que assim seja!!


Link para o site da Lígia, com portfolio e etc...: http://www.ligiagb.com/
Link para o site da Refeel: http://refeel.com.br/

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Aproximação

Está chegando o dia da primeira mostra do espetáculo...

E, acima de tudo está chegando o dia de começar a viajar: a apresentação em Badia Polesine, os trabalhos com as crianças. Enquanto não chega, vou me preparando como posso na correria de nosso maluco cotidiano, com meu italiano de sobrevivência.

Minhas conversas com Ester, da Jaima Saharawi, têm ficado esparsas com a proximidade da chegada das crianças em Reggio Emilia. Confesso que isso causa uma certa ansiedade. Fora os preparativos, que sempre esquecemos quando vamos viajar: seguro saúde e uma mala!

Esse blog a partir de agora  será uma especie de diário, da convivência e da experiência do espetáculo e dos trabalhos que serão feitos a partir de agora.

Aqui vai um gostinho do que me espera:
Bambini Sahrawi a Reggio Emilia - http://www.youtube.com/watch?v=OuJzvohdG4E 
E a inspiradora viagem do Grupo Gasparazzo ao R.A.S.D - http://www.youtube.com/watch?v=0Y4078uyROw&feature=related

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Desejos e anseios

A entrada da Alice Possani no projeto como diretora trouxe novo gás para a produção do espetáculo.

Dedicamos algumas horas aos ensaios, mas algumas outras horas importantes para a pesquisa teórica e o desenvolvimento de um pensamento sobre o exílio e a liberdade.


Na obra do Grupo Gasparazzo: Viaggio musicale nei campi profughi Sahrawi, encontramos o canto produzido no campo, em trabalho conjunto dos cantores italianos e dos moradores dos acampamentos: "um muro de silêncio, uma serpente longa de 2.700km, que morde o coração de quem conhece sua história".


Sim, essas pessoas estão confinadas num território doado pela Argélia desde 1975, cercadas por um muro minado de ponta a ponta, com o exército marroquino a espera de qualquer reação. Por mais que o espetáculo use esses dados como metáforas, devo tornar público o horror de um grupo que busca por reconhecimento e sofre a repressão por esse desejo.

Esses povos aguardam um referendo prometido pela ONU, para a votação do reconhecimento de sua área, enquanto isso ou vivem nas piores condições humanas que se possa imaginar ou se exilam em outros países.


Às vezes, pergunto-me o que tem mais valia: o liquido vermelho de milhares de pessoas ou o liquido preto que verte da terra.


sábado, 2 de abril de 2011

Frente Polisário


Frente Polisário é um movimento político-revolucionário que luta pela separação do Saara Ocidental, antigo Sahara Espanhol ou Rio de Oro, actualmente sob domínio de Marrocos, visando instituir a República Árabe Saaraui Democrática. Antes de 1973, a Frente Polisário designava-se Frente Popular para a Libertação de Saguia el Hamra e Rio de Oro (Frente Popular de Liberación de Saguía el Hamra y Río de Oro). A Frente Polisário conta com o apoio da Argélia, a favor da autonomia política da nação saarauí. Marrocos e a Frente Polisário selam um cessar-fogo em 1988. Um plebiscito é marcado para 1992, mas não acontece porque não há acordo sobre quem tem direito a votar: Marrocos quer que seja toda a população residente no Saara Ocidental, mas a Frente Polisário só aceita que sejam os habitantes contados no censo de 1974. Isso impediria o voto dos marroquinos emigrados para a região em disputa depois de 1974.


Para saber mais:


“L’odissea del Popolo Saharaui” de Elvio Mancinelli



"AS LUZES QUE DESCOBRIRAM AS LIBERDADES INVENTARAM TAMBÉM AS DISCIPLINAS" ( Michel Foucault)


Aminatou Haidar, também conhecida simplesmente por Aminatu ou Aminetu (24 de julho de 1966)é uma activista em prol da República Árabe Saaráui Democrática e dos direitos humanos. É mãe de duas crianças e cursou estudos de literatura moderna. Hoje é a militante mais famosa pela República Árabe Saaráui Democrática, um Estado que seria criado no território do Saara Ocidental, território este disputado pelo Reino de Marrocos e pelo movimento independentista Frente Polisário, este último apoiado por Haidar.

Esse território, uma antiga colônia espanhola, teve o seu processo de descolonização interrompido em 1976, deixando de fazer parte da Espanha de maneira abrupta, embora esta estivesse comprometida com a ONU em conduzir tal processo de descolonização, o que gerou graves consequências para tal território.

Atualmente o Saara Ocidental é governado, de fato, pelo Marrocos, tendo Haidar a cidadania marroquina. É conhecida como “a Gandhi saaráui”

Tebraa: retrato das mulheres saharauis

Um vídeo a partir da visão feminina no campo, muito bom, vale apena ver:

http://vimeo.com/7848938


"Quisera não vertesse o líquido negro.
Quisera a terra não tivesse sangue negro.
Quisera não vertesse negro.
O liquido negro da terra que derrama o liquido vermelho dos homens.
Quanto vale o negro? E quanto vale o vermelho?"
Sentar. Olhar. Respirar. Esperar. Contar. Abril entrou assim: despedaçado... Contar de novo. Sentar. Olhar. Respirar. Esperar. Tem fogo companheiro? Acender. Tambores. Sou a pele de um tambor... Contar de novo. Do que eu posso me queixar? Olhar. Respirar. Boca seca. Boca Amarga. Calor, areia, sede que não passa. Garganta seca, voz rouca. Olhar longe, miragem, olhar que procura o que não encontra. Contar de novo. Miragem do deserto. Deserto mesmo. Deserto que é em mim. Seco, pele seca, sorriso seco, boca seca... Edificios, olhos que olham os edificios. Roedores. Contar de novo. Abro os olhos, estou só.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Bella Ciao

De alguma forma essa musica me leva a algum lugar estranho!!

Como se o coração quisesse cantar sem nem conhecer ou entender exatamente de onde vem:
http://www.youtube.com/watch?v=uT-axQy92jY&NR=1&feature=fvwp

Encontrei uma tradução da musica no wikipédia, nem sei se é a melhor, mas aí vai:

Nesta tradução, a palavra «resistente» designa um membro de força militar irregular que se opõe a um invasor externo ou a um exército de ocupação.

Acordei de manhã
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
Acordei de manhã
E deparei-me com o invasor
Ó resistente, leva-me embora
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
Ó resistente, leva-me embora
Porque sinto a morte a chegar.
E se eu morrer como resistente
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
E se eu morrer como resistente
Tu deves sepultar-me
E sepultar-me na montanha
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
E sepultar-me na montanha
Sob a sombra de uma linda flor
E as pessoas que passarem
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
E as pessoas que passarem
Irão dizer-me: «Que flor tão linda!»
É esta a flor
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
É esta a flor do homem da Resistência
Que morreu pela liberdade

quinta-feira, 3 de março de 2011